Viva la Vida
(flagra dos meus primeiros passos.)
Quando somos
crianças não percebemos, nem por um instante, o quanto aproveitamos nossa vida,
o quanto nos divertimos, o quanto temos tempo de sobra ao nosso dispor, o
quanto somos ágeis, o quanto somos inexplicavelmente criativos, o quanto
vivemos de lazer, como somos sorridentes, etc e etc...
E por que não percebemos? Ora, porque quando se é criança tudo isso é muito natural e, afinal, não temos responsabilidades, nem ao menos para conter toda nossa energia e pensar se o que estamos fazendo (seja brincando de pular corda ou roubando goiaba no quintal do vizinho) é certo ou errado. Somos pequenas criaturas cheias de vigor, energia e alegria, descompromissadas eu diria.
E por que não percebemos? Ora, porque quando se é criança tudo isso é muito natural e, afinal, não temos responsabilidades, nem ao menos para conter toda nossa energia e pensar se o que estamos fazendo (seja brincando de pular corda ou roubando goiaba no quintal do vizinho) é certo ou errado. Somos pequenas criaturas cheias de vigor, energia e alegria, descompromissadas eu diria.
Aí, quando se tem 11, 12 anos (as
coisas mudam um pouco), é certo de que, a maioria já queira e sonhe em ser um
adolescente/adulto livre, ( - Já sou uma adolescente, mãe!/ -Quero sair sozinha
com meus amigos, já estou bem grandinha!). Bom, eis que a fase da adolescência
realmente chega e não é bem como imaginávamos, no começo nos sentimos
invencíveis, seres extraordinários, na flor da idade (expressão antiguíssima,
mas eu gosto), até que começam as amizades erradas, as intrigas, o primeiro
amor ( Óh, céus) as crises de identidade, os foras, rejeições, espinhas, a
cólica menstrual, a troca insistente de
estilos, a paixão enlouquecedora por astros do rock, os amores platônicos, as
patricinhas do colegial, a vontade de experimentar um cigarro, beber
escondido, mas claro, existem muitas
coisas boas nos intervalos de todos essas “cenas”... como por exemplo, as
descobertas, os poucos e verdadeiros amigos, o violão, os livros, as saídas só
você e seus amigos (yes), as risadas, as aventuras, a chapinha (não, eu não
disse isso), as caminhadas, os acampamentos, as viagens, os amores, o seu
significado da fé, o baralho, seu próprio telefone, sua chave de casa, sua
liberdade, sua formatura, sua faculdade, seu emprego, e BUUUM - Sou uma adulta.
E o que me levou a escrever esse
texto? Ah, sim! Um dia desses na casa do
meu namorado, numa tentativa frustrada de virar uma cambalhota, é, foi isso,
tive um estalo tão forte!!! (– Putz, amor, cresci, f#deu! ) Não sou mais aquela
criança esperta! Porque eu era uma moleca, muita da serelepe (minhas cicatrizes
podem provar isto) e eu vivia por aí correndo, andando de bicicleta, virando
cambalhota, estrelinha, pulando amarelinha, jogando bola, vivia na rua
brincando desde quando acordava até a hora de ir dormir, caramba!!! Pois, THANK’S
GOD, na minha infância não se tinha computador tão facilmente, não tinha
internet, no mínimo um vídeo game e vários cartuchos em mãos (bang). Sendo
assim, eu era tão ágil, tão leve, tão rápida, animada, incrivelmente incansável!
Então, naquela tentativa frustrada de virar uma simples cambalhota, eu vi o quanto
não tenho mais tanta agilidade, o quanto tenho muito mais peso e menos energia.
Agora sou uma adulta (sedentária pelo visto), cheia de responsabilidades,
medos, ansiedades, indignações políticas (Brasil), e claro, as coisas boas da
vida também tenho, amor de verdade (yes), mais conhecimento, amigos,
realizações, maturidade, mais cultura e infinitas coisas ótimas. Mas espera aí, em que
momento eu deixei de fazer tudo aquilo que eu fazia quando era criança? Não sei.
(Só sei que foi assim!!!) Estamos em constante mudança, sempre mudando, mudando, mudando, o que era rotina pra mim ontem, hoje já não é mais. Esse tal de tempo, passa rápido mesmo... E é no susto
que percebemos isto.
O que é bom, é que meus sonhos,
alegrias, continuam aqui comigo! Minha criança interior está vivinha da Silva! E agora é uma nova etapa, uma nova fase da vida, e não vou parar de viver para me
preocupar com a 3ª idade agora.. Afinal, ouvi dizer que é a “Melhor Idade”,
então... Viva la Vida! Ela é deliciosamente surpreendente!
- Juliane Lima


mas as cambalhotas foram ótimas!!! heheh
ResponderExcluirtenha sempre essa criança esperta dentro de você...!
cê é e sempre vai ser minha moleca!
te amo!
Foram ótimas sim!!! hahaha
ExcluirAhhh, eu sou, sua moleca, sua pequena... sempre!
Também te amo!!!
Beijo!
Ótimo texto. Você me fez voltar ao tempo e sem uma máquina para isso. kkkk
ResponderExcluirTambém me fez sentir orgulho de não ser 100% adulta .bjo
Obrigada, Di!!!
ExcluirQue bom, ser 100% adulta não é nada bom.
Continue mantendo viva a crinaça interior que tudo flui com mais alegria em nossa vida!!! :D
beijo