O QUE VOCÊ PENSA AO VER ESTA IMAGEM?
Eu particularmente me
emocionei, muitas coisas passaram por minha cabeça e a imagem me fez refletir
sobre vários aspectos, como a minha falta de atenção, de atitude, minha passividade
e a minha falha percepção e ação.
O que nos é ensinado pela
sociedade (mesmo que de forma subentendida), é que a desigualdade social é algo
normal e natural. A começar com o exemplo dos moradores de rua que não “devem”
ser percebidos. Ao passar por um na rua, vire a cara, não ajude, você não tem
nada a ver com isto. Um morador de rua não tem direitos, ele está ali porque
não quer trabalhar, porque abriu mão das chances da vida, de seus deveres e
direitos, certo? Não, está errado, isso é o que a sociedade quer que todos
pensem. E a sociedade não tem razão.
Ninguém vai morar na rua por
escolha, por preguiça de trabalhar, por nada disso. Todos nós estamos sujeitos à falta de sorte, à
falência dos negócios, às decepções que mexem com o psicológico, mas o caso é
que o ser humano quando olha para as coisas feias e tristes, pensa, mesmo que
involuntariamente que: “isso nunca vai acontecer comigo”. Porém, como já disse,
estamos TODOS sujeitos a uma reviravolta na vida.
Então, acaba virando hábito
o pouco reparo nas coisas emergentes de nossa sociedade. DESIGUALDADE SOCIAL, que
é o resultado de toda a passividade,
individualidade, ganância e afins.
Mesmo com muitas pessoas
trabalhando em prol dos menos favorecidos, a desigualdade ainda é crescente,
tivemos a pouco em Belo Horizonte o exemplo vivo disso, com a atitude DESUMANA
do prefeito Márcio Lacerda ao colocar pedras pontiagudas embaixo dos viadutos
para expulsar os moradores de rua, mesmo sabendo que em Belo Horizonte a
política não dispõe dos equipamentos de moradia para direcioná-los e pelo visto
nem estão preocupados em criar estes equipamentos (moradias) como manda a lei,
ele simplesmente reformou e os expulsou, sem direito algum de cometer tal
absurdo, o que me faz pensar que o moderno gestor queria que a cidade ficasse
mais “bonitinha”, será isso? Ou é algo chamado crueldade?
Uns tem tanto, outros tão
pouco ou nada.
Isso acontece no mundo
inteiro, mas como sou brasileira, estou mais próxima da realidade que me
rodeia, ou seja, a do Brasil.
Saindo um pouco do assunto
relacionado aos moradores de rua, a desigualdade é notada no dia- a- dia pela
maioria dos brasileiros e é sentida na pele. De forma nenhuma estou aqui com a
intenção de fazer campanha política atacando Márcio Lacerda, mas são os exemplos
que vêem à mente...
Outro exemplo é a fala do
prefeito sobre o transporte público: ” o belo-horizontino não sabe esperar pelo
próximo ônibus e por isso o transporte público está sempre tão LOTADO”. Ah,
claro, com certeza não temos horários a cumprir, não é mesmo? O candidato a
reeleição não deve notar, ao dirigir seu carro importado, as poucas linhas de
ônibus que circulam e não conseguem cumprir a demanda. Os ônibus são rodeados
por carrões nos quais, dentro deles vão apenas uma ou duas pessoas. E o que eu
tenho com isso? O que você tem com isso? TUDO!!! Vivo isso todos os dias ao ir
para a faculdade.
Mais um exemplo em questão, que
nos remete à desigualdade, é a proibição dos trabalhos alternativos nas ruas,
como artesanato, carrinhos de pipoca, etc. O que é uma vergonha e uma porta
aberta para a revolta e o crime.
Onde vamos parar com estas
atitudes?
A desigualdade social assombra
o mundo inteiro. E ainda encontra líderes políticos que contribuem para tal
assombro. O que dá margem para os passivos e ignorantes não se acharem no dever
de fazer algo para que isso mude.
Além desses aspectos, existem
muitos outros que compõem a desigualdade social, e que de forma alguma podem
ser tratados com superficialidade, nem mesmo os que citei, mas um dos intuitos
do texto é para que o leitor ao menos reflita, e eu reconheço que não tenho
conhecimento suficiente para tratar com melhores argumentos.
Acabou o texto e relendo vi
que ficou parecendo uma campanha contra a reeleição de Márcio Lacerda, mas as
infelizes atitudes do candidato foram as que me serviram como melhores e mais
próximos exemplos para expor o assunto.
Será que ainda viveremos uma
Igualdade Social? Fica a pergunta.

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