3 de out. de 2012

DESIGUALDADE SOCIAL



O QUE VOCÊ PENSA AO VER ESTA IMAGEM?





Eu particularmente me emocionei, muitas coisas passaram por minha cabeça e a imagem me fez refletir sobre vários aspectos, como a minha falta de atenção, de atitude, minha passividade e a minha falha percepção e ação.

O que nos é ensinado pela sociedade (mesmo que de forma subentendida), é que a desigualdade social é algo normal e natural. A começar com o exemplo dos moradores de rua que não “devem” ser percebidos. Ao passar por um na rua, vire a cara, não ajude, você não tem nada a ver com isto. Um morador de rua não tem direitos, ele está ali porque não quer trabalhar, porque abriu mão das chances da vida, de seus deveres e direitos, certo? Não, está errado, isso é o que a sociedade quer que todos pensem. E a sociedade não tem razão.

Ninguém vai morar na rua por escolha, por preguiça de trabalhar, por nada disso.  Todos nós estamos sujeitos à falta de sorte, à falência dos negócios, às decepções que mexem com o psicológico, mas o caso é que o ser humano quando olha para as coisas feias e tristes, pensa, mesmo que involuntariamente que: “isso nunca vai acontecer comigo”. Porém, como já disse, estamos TODOS sujeitos a uma reviravolta na vida.

Então, acaba virando hábito o pouco reparo nas coisas emergentes de nossa sociedade. DESIGUALDADE SOCIAL, que é o resultado de toda a  passividade, individualidade, ganância e afins.

Mesmo com muitas pessoas trabalhando em prol dos menos favorecidos, a desigualdade ainda é crescente, tivemos a pouco em Belo Horizonte o exemplo vivo disso, com a atitude DESUMANA do prefeito Márcio Lacerda ao colocar pedras pontiagudas embaixo dos viadutos para expulsar os moradores de rua, mesmo sabendo que em Belo Horizonte a política não dispõe dos equipamentos de moradia para direcioná-los e pelo visto nem estão preocupados em criar estes equipamentos (moradias) como manda a lei, ele simplesmente reformou e os expulsou, sem direito algum de cometer tal absurdo, o que me faz pensar que o moderno gestor queria que a cidade ficasse mais “bonitinha”, será isso? Ou é algo chamado crueldade?


Uns tem tanto, outros tão pouco ou nada.
Isso acontece no mundo inteiro, mas como sou brasileira, estou mais próxima da realidade que me rodeia, ou seja, a do Brasil. 

Saindo um pouco do assunto relacionado aos moradores de rua, a desigualdade é notada no dia- a- dia pela maioria dos brasileiros e é sentida na pele. De forma nenhuma estou aqui com a intenção de fazer campanha política atacando Márcio Lacerda, mas são os exemplos que vêem à mente...
Outro exemplo é a fala do prefeito sobre o transporte público: ” o belo-horizontino não sabe esperar pelo próximo ônibus e por isso o transporte público está sempre tão LOTADO”. Ah, claro, com certeza não temos horários a cumprir, não é mesmo? O candidato a reeleição não deve notar, ao dirigir seu carro importado, as poucas linhas de ônibus que circulam e não conseguem cumprir a demanda. Os ônibus são rodeados por carrões nos quais, dentro deles vão apenas uma ou duas pessoas. E o que eu tenho com isso? O que você tem com isso? TUDO!!! Vivo isso todos os dias ao ir para a faculdade.

Mais um exemplo em questão, que nos remete à desigualdade, é a proibição dos trabalhos alternativos nas ruas, como artesanato, carrinhos de pipoca, etc. O que é uma vergonha e uma porta aberta para a revolta e o crime.

Onde vamos parar com estas atitudes?
A desigualdade social assombra o mundo inteiro. E ainda encontra líderes políticos que contribuem para tal assombro. O que dá margem para os passivos e ignorantes não se acharem no dever de fazer algo para que isso mude.
Além desses aspectos, existem muitos outros que compõem a desigualdade social, e que de forma alguma podem ser tratados com superficialidade, nem mesmo os que citei, mas um dos intuitos do texto é para que o leitor ao menos reflita, e eu reconheço que não tenho conhecimento suficiente para tratar com melhores argumentos.

Acabou o texto e relendo vi que ficou parecendo uma campanha contra a reeleição de Márcio Lacerda, mas as infelizes atitudes do candidato foram as que me serviram como melhores e mais próximos exemplos para expor o assunto.

Será que ainda viveremos uma Igualdade Social? Fica a pergunta.

- Juliane Lima

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