Brasileira, 20 anos e virgem. Leiloou sua virgindade.
"É exatamente isso: um
negócio", explicou Catarina, contando que decidiu leiloar sua virgindade
pela oportunidade de participar do documentário, viajar, passar por novas
experiências. "O diferente me atrai. E também tem o fato do negócio, do
leilão, é claro".
Americana, 29 anos, ganha
dinheiro dormindo com pessoas carentes e solitárias. Com o dinheiro paga seus
estudos.
“Acho que nasci sabendo
aconchegar. O aconchego é saudável, faz bem para o espírito e é divertido.
Acredito que os clientes vêm a mim por várias razões. Os mais velhos são
sozinhos, suas mulheres já morreram e eles precisam apenas de alguém para ficar
com eles, passar algum tipo de contato humano.”
Você se choca com uma notícia
dessas? Sim, a maioria das pessoas ficaram chocadas e as que não ficaram,
fizeram piada.
Confesso que eu fiquei
chocada e me perguntei o que leva as pessoas a fazerem tais coisas que são tão
inusitadas. Mas parando pra pensar melhor, o que importa é que isso que essas
garotas fazem não afeta ninguém, a não ser a elas mesmas.
A brasileira vai perder a
virgindade com o tal japonês que “arrematou” sua, digamos, primeira noite, vai
ganhar o dinheiro dela, vai viajar, gravar o tal documentário e pronto. Não vai
afetar a vida de ninguém.
A Americana que dorme de
conchinha com pessoas que são carentes e solitárias, não está afetando,
lesando, roubando, acabando com a vida de ninguém, pelo contrário. É apenas um
trabalho que ela oferece que traz um pouco de carinho, calor humano e bem estar
para quem precisa e procura esse tipo de serviço. Isso só afeta a ela mesma (constando que ela usa o dinheiro
para pagar seus estudos) e aos seus clientes.
Estamos tão acostumados com a
corrupção, a desonestidade, o roubo, a violência, que já não nos chocamos mais
com essas tais coisas que afetam a vida de tanta gente ao mesmo tempo. Mas nos
chocamos com coisas inusitadas que não afetam nada nem ninguém de forma
negativa.
Cada um sabe de si, cada um
tem direito sobre o próprio corpo, e seus bens materiais. Então, CHEGA DE FALSO
MORALISMO.
Não estou defendendo as
atitudes e a forma como elas estão ganhando dinheiro, não estou julgando se é
certo ou errado, até porque não tenho direito nenhum para fazer isto, mas todos
temos que convir que o falso moralismo é ERRADO. E este é o recado que quero
passar.
- Juliane Lima


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