6 de dez. de 2012

Como turistas


Não vejo mais as luzes da cidade. As quinas, as flores, os cantos, as cores. O soul o samba. Preciso com urgência, andar pela cidade com um olhar de turista. Com olhar curioso, interessado e então, ver de verdade.
Por causa da pressa, da obsessão pela hora, da preocupação com o atraso,
a paranóia da bolsa embaixo do braço, a corrida pra chegar ao ponto de ônibus
e outras tantas agonias. Eu olho, mas não vejo.
Esqueci de observar, de reparar, de contemplar...
A rotina nos liga no automático, e pronto. Você não vê mais a poesia nas ruas, só quer chegar rápido ao trabalho, chegar rápido à faculdade, chegar mais rápido ainda em casa.
Olhar e não ver. Focar e não observar. É assim que acontece.
O que fazer?

- Juliane Lima

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