31 de jan. de 2013

Quero esquecer. Será?



As vezes passam pessoas por nossas vidas que a única coisa que pedimos a Deus, é que nos ajude a esquecê-las. Pessoas que nos magoam ou que simplesmente vão embora. E você só pensa em esquecer, mas só de querer esquecer você já está pensando na tal pessoa. É uma situação horrível. Quem nunca passou por isso?

Agora, imagine só se tivesse um tratamento que no final dele não sobrasse nem um resquício de lembrança da pessoa que queria tanto esquecer. Imaginou?
Nesse tratamento você tira tudo que ainda tem da outra pessoa da sua casa, toma um remédio e apaga, entram em sua casa durante a noite te colocam em alguns aparelhos e pronto, no outro dia não existem mais lembranças.

Mas, imagine também, se durante essa noite do “tratamento”, durante a execução você se arrepende do que está fazendo. Imaginou?
Você está apagado em uma cama, ligado a vários aparelhos e computadores, que estão rastreando e apagando suas memórias relacionadas à pessoa da qual quer esquecer. Você não pode se mexer, só sua mente está em movimento. Você tenta fugir, levar esssa pessoa para memórias que eles não vão encontrar, mas será que acordará ainda com as lembranças.

Seria no mínimo uma situação bem estranha. Bom, se você não conseguiu imaginar tudo o que descrevi, ou mesmo se conseguiu, assista ao filme “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”. Tudo isso se passa nele, é uma história daquelas, que quando você termina de assistir, fica surpreso, e só se pergunta: Como alguém pode ter pensando nisso tudo? Como alguém pode ter uma mente tão mirabolante assim?”

O filme é sensacional. Recomendadíssimo.

2 comentários:

  1. É, acho que, de alguma forma meio estranha, lutar para esquecer alguém pode ser um recado da mente, que está dizendo "Você não quer esquecer" ou "eu não vou deixar você esquecer". Talvez porque de uma forma ou de outra você ainda está ligado a esse alguém ou porque não esquecer pode servir como uma defesa para possíveis mágoas futuras, ou ainda porque o fato foi tão marcante, tão triste, tão desprezível, tão revoltante, enfim, que seria até injusto à nossa existência esquecer aquilo. Sei lá!

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    1. Nada melhor que o comentário de uma doutora psicóloga! Que isso hein???
      Concordo!!!

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