Tive uma infância boa, fui
uma criança solta. Morava no interior, e pra melhorar a situação, de frente
para a praça mais bonita da cidade. Tive sorte. Pela época, que não era muito
tecnológica e na qual estar na rua só com os amiguinhos não era perigoso, e além dessas
coisas eu não era uma “criança adulta” como vemos demais nos dias de hoje, nem
fresca e patricinha e muito menos, medrosa.
Crescer numa cidade pequena,
apesar das coisas chatas, como a fofoca, as intrigas, o fato de todo mundo
saber quem é quem, tem ótimas vantagens, principalmente para as crianças. Você (ainda mais se estiver nas férias) só
vai em casa para comer e dormir, porque o resto das horas, de cada minuto do
dia você está na rua brincando.
O fato de poder brincar na
rua, já faz de mim uma pessoa com muito mais lembranças da infância do que
alguém que passou ou passa a infância em casa, no vídeo game, no computador ou
simplesmente sem sair de casa para evitar os perigos de uma cidade grande,
afinal, ao brincar na rua cada dia era uma aventura, mesmo que fosse com os mesmos amigos de
sempre, ou com as mesmas divertidas brincadeiras, umas tradicionais, outras
mais arriscadas como roubar goiaba no quintal dos outros, ou isso não é
brincadeira? Ah, pra nós era.
Essa velha infância é mais
inspiradora, mais humana, posso até dizer, mais iluminada. Que me desculpem
aqueles que não tiveram essa velha infância, mais solta, mais celebrada, mas
ela é muito melhor que essa infância na qual as crianças preferem ficar só
dentro de casa, ou simplesmente não têm opção.
Viva a VELHA INFÂNCIA!

Me bateu uma saudade das tardes de futebol e papagaio. Ahhhhh, bons tempos!
ResponderExcluirNrm me fale, esse tempo, sem duvida, é o melhor da vida de todos!!!
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