20 de fev. de 2013

Ao observar a solidão...




         Eu sempre acordava devagar, abria os olhos com dificuldade, esticava o corpo, rolava para um lado, para o outro, até minha consciência acordar também e dizer, - Vamos, é hora de levantar e começar mais um dia. Então, o que restava era levantar... também devagar. Das últimas vezes que lembro ter acordado assim, eu já estava desanimada, querendo retrucar a autoritária consciência; - Pra quê? Por quê? Começar o que?
Então, como se ela tivesse escutado, ela parou de falar, parou de dar ordens, e eu agora, acordo todos os dias, quase sem querer acordar, em um pulo, no susto, abro os olhos como quando alguém estala os dedos e com a força que bate um coração angustiado, respiro como se não tivesse havido ar durante o sono. O que me resta é ir começar o tal dia, aquele que a consciência costumava falar.  


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