22 de nov. de 2012

É preciso a chuva para florir


Tenho a sensação de que o gênero musical sertanejo foi banalizado.  Eu que não sou fã desse estilo, sei reconhecer que as músicas das antigas, vinham carregadas de poesia, sentimento, vivências fortes, suaves melodias e afins. Hoje o que vejo é uma decadência. Sei que muitos gostam da música sertaneja "vendida" hoje e respeito isso,  mas temos de reconhecer que muito daquela poesia foi perdida. Hoje, entre “tchechererês”, “ai se eu te pego” e “doce doce doce doce”; a música sertaneja perdeu muito sua identidade. Ainda bem que, pelo menos fizeram uma especificação - “sertanejo universitário”... o que já desobriga qualquer artista do gênero de seguir uma linha poética. O bom é que não temos que ouvir só que está nas rádios, temos muitas músicas das antigas gravadas. Então, para os que admiram os artistas de antigamente, que tal relembrar a maravilhosa canção de Almir Sater – Tocando em frente.
 Ando devagar/ Porque já tive pressa /E levo esse sorriso /Porque já chorei demais/ Hoje me sinto mais forte /Mais feliz, quem sabe /Só levo a certeza /De que muito pouco sei /Ou nada sei /Conhecer as manhas /E as manhãs /O sabor das massas/E das maçãs/ É preciso amor /Pra poder pulsar /É preciso paz pra poder sorrir /É preciso a chuva para florir /Penso que cumprir a vida /Seja simplesmente /Compreender a marcha /E ir tocando em frente /Como um velho boiadeiro /Levando a boiada/ Eu vou tocando os dias /Pela longa estrada, eu vou /Estrada eu sou /Conhecer as manhas /E as manhãs /O sabor das massas /E das maçãs /É preciso amor /Pra poder pulsar /É preciso paz pra poder sorrir /É preciso a chuva para florir /Todo mundo ama um dia /Todo mundo chora /Um dia a gente chega /E no outro vai embora /Cada um de nós compõe a sua história /Cada ser em si /Carrega o dom de ser capaz /E ser feliz [...]
Bom, depois desses versos lindos, acho que não preciso complemtar qualquer idéia. 
- Juliane Lima

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