O que as pessoas têm me
passado ultimamente é que somos descartáveis e com certeza, facilmente
substituíveis.
O que houve com o “Felizes
para Sempre”? Será que ele já existiu?
O que houve com o amor, com o
respeito, a reciprocidade, a consideração... Entraram em extinção?
Se eu já estou há muitos anos
em um emprego, colocam um recém formado em meu lugar com a maior facilidade,
sou considerado ultrapassado, descartável, substituível.
Seres humanos têm prazo de
validade?
Se eu morro, meu marido
coloca outra em meu lugar, e como dizem os mais atentos, “nem esperou o corpo
esfriar”. Foi feita a substituição.
Se ganho uns quilinhos a mais
e fico acima do peso, já estou fora do padrão de beleza, já não sirvo mais para
ser (visualmente) admirada, sou descartável, substituível.
A partir do momento em que
não atendo mais às expectativas do outro, me torno um copo descartável, um
guardanapo, um papel higiênico... É como se eu ouvisse aquela frase do filme Coração
de Cavaleiro – “Você foi pesado, medido e considerado insuficiente.”
Neste mundo não passo de uma
matéria frágil, defeituosa e covardemente obediente, para não ser descartada e substituída. É isso? Seriamos nós, descartáveis?
- Juliane Lima
Essa efemeridade dos sentimentos nos assusta mesmo, pois nós que sentimos, não conseguimos entender aqueles que não sentem, e nem temos, pois sentir para mim é o que nos torna Humanos.
ResponderExcluirComo já havia dito a você, seu comenário é um complemento e tanto. Agora ele é também parte do meu texto. Obrigada!
ExcluirJu, infelizmente somos treinados e educados na vida adulta a sermos frios, umbilicais e tratarmos as pessoas como números de registro. Tipo assim, um numero de cpf, que quando um é deletado outro é inserido no lugar.
ResponderExcluirInfelizmente, estamos no meio de pessoas que não valorizam a família, nem a amizade nem o amor nem nada. Tudo se desfaz com uma facilidade que chega ser apavorante. Sofre com isso porque me sinto um peixinho nadando contra a maré e em tempos fora d'agua.
Pois é, Diene! Hoje, (ou desde sempre) a vida é a assim. E a maioria que vive dentro desse covardes parâmetros não sofre a mínima culpa por isso. E nós, a minoria que atenta e se preocupa com o sentimento, sofre e talvez até nos sentimos culpando, quando não deveríamos nos achar culpados por coisa alguma. Obrigada pelo comentário! Beijo!
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