Há vários e vários anos atrás, quem fumava tinha aquela
pinta de descolado, aventureiro e liberal. Não era questão de vício, pelo menos
não se tocava muito nesse assunto.
Roer as unhas era uma questão de mania feia, mais coisa de
adolescente.
Passados tantos anos, em que a vida tem se tornado cada vez
mais corrida, cheia de impasses, sem tempo, com uma sucessão de problemas, de
dias de cão, preocupações, de falta de emprego, de oportunidades, com muita violência, medos e claro, A ANSIEDADE.
Muita gente fuma.
Muita gente roe.
Andando pela calçada num outro dia, ouvi uma mulher comentar
com sua amiga que ficava difícil decidir, pois mascar chicletes estava fazendo
mal para seus dentes, a ponto de sua dentista pedir que ela parasse um pouco,
mas se ela parar, ela roerá todas as unhas e, se não roesse, haja cigarro. A
ansiedade a persegue sem piedade.
Muita gente com a saúde comprometida.
Muita gente com a vaidade comprometida.
Muita gente com o sorriso comprometido.
E, principalmente, com o psicológico comprometido.
Cuide-se mais, a vida vale muito para ser entregue tão
facilmente à ansiedade e à tudo que a provoca.
Tente ficar bem, com pessoas que te façam bem, em lugares que te façam bem.
Tente ficar bem, com pessoas que te façam bem, em lugares que te façam bem.
Você merece. Todo mundo merece. (É o que eu responderia para
a moça da calçada.)


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