4 de abr. de 2013

fumar, roer, mascar




Há vários e vários anos atrás, quem fumava tinha aquela pinta de descolado, aventureiro e liberal. Não era questão de vício, pelo menos não se tocava muito nesse assunto.
Roer as unhas era uma questão de mania feia, mais coisa de adolescente.
Do mesmo jeito, mascar chicletes era uma coisa normal, saborosa e para proporcionar um bom hálito.

Passados tantos anos, em que a vida tem se tornado cada vez mais corrida, cheia de impasses, sem tempo, com uma sucessão de problemas, de dias de cão, preocupações, de falta de emprego, de oportunidades, com muita violência,  medos e claro, A ANSIEDADE.

Muita gente fuma.
Muita gente roe.
Muita gente masca.



Andando pela calçada num outro dia, ouvi uma mulher comentar com sua amiga que ficava difícil decidir, pois mascar chicletes estava fazendo mal para seus dentes, a ponto de sua dentista pedir que ela parasse um pouco, mas se ela parar, ela roerá todas as unhas e, se não roesse, haja cigarro. A ansiedade a persegue sem piedade.

Muita gente com a saúde comprometida.
Muita gente com a vaidade comprometida.
Muita gente com o sorriso comprometido.

E, principalmente, com o psicológico comprometido.
Cuide-se mais, a vida vale muito para ser entregue tão facilmente à ansiedade e à tudo que a provoca.

Tente ficar bem, com pessoas que te façam bem, em lugares que te façam bem.
Você merece. Todo mundo merece. (É o que eu responderia para a moça da calçada.)

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