A busca mais implacável que pode
existir, é a busca por nós mesmos. Podemos buscar muitas coisas na vida, com
facilidade ou dificuldade, mas a busca por nós mesmos, que também podemos fazer(é
claro), essa é a mais difícil, dolorosa, e creio eu, a de maior recompensa.
É cotidiano buscar um pão, buscar
por momentos alegres, buscar por união, por paz, por amizades, por muitas
coisas, mas a busca por nós mesmos, quase nunca é pensada, é desejada, é levada
em consideração.
Buscar por mim, pelo meu EU. É engraçado e complexo. Por que preciso
me buscar se eu estou aqui? Ora, não ache que esse superficial seja tudo. Existem
muito mais coisas que se envolvem e se entrelaçam entre o céu e a terra,
a vida e a morte, o preto e o branco, o amor e o ódio, os pensamentos e
sentimentos, a luz e a sombra, o olhar e o refletir, julgar e ser julgado, a
cura e o medo, e... o "equilíbrio em mim".
Eu sou (na verdade, penso ser) capaz de
julgar meu próximo; minha mãe, meu pai, meu irmão, minha avó, meu namorado, como
se eu soubesse ler o olhar, o gesto, a lágrima, a palavra, a meta, o
sentimento, a visão, a saudade, a atitude, a essência de cada um, como se eu
soubesse do EU deles, mais do que
eles mesmos.
Todos nós (automaticamente)
fazemos isso. Porém, não paramos para pensar, para saber, para entender ou para
fazer algo com o nosso próprio EU,
aquele EU mais profundo e
fenomenal. Nós simplesmente não olhamos para dentro de nós de forma
inteira.
E se nós olhamos, é algo que sempre
trás um “mas”, um “se”, um “quem sabe”. – Eu gosto mesmo de tal coisa, mas... –
Se eu fizer isto que tanto desejo, tal pessoa pode na gostar e/ou tal coisa
pode dar errado. – etc.
Preocupamos demais com qual forma
o exterior reagirá se fizermos, ou mudarmos algo pelo nosso EU. E também,
preocupamos demais em fazer isso com o EU dos outros do que com o nosso EU. Mas,
a verdade não é que preocupamos tanto com os outros, nós temos medo de nos
encararmos de fato, de não gostarmos do que vamos descobrir, ou nos
envergonharmos, ou mesmo, não sabermos mais viver se não for do jeito que EU
quero, pois o outro pode se decepcionar.
Nessas horas muitos velhos
ditados fazem todo sentido – “Pimenta nos
olhos do outro é refresco.” E outros. Devíamos viver menos capitalisticamente, hipocritamente,
medrosamente... erroneamente.
Onde está o meu EU? Quem EU sou realmente? O que EU quero?
Quanta complexidade. Ainda assim, vou em busca
do meu eu, a cada dia.
“Deus está em mim, como eu estou.”

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