21 de nov. de 2012

Seriamos nós, descartáveis?


O que as pessoas têm me passado ultimamente é que somos descartáveis e com certeza, facilmente substituíveis. 

O que houve com o “Felizes para Sempre”? Será que ele já existiu?
O que houve com o amor, com o respeito, a reciprocidade, a consideração... Entraram em extinção?

Se eu já estou há muitos anos em um emprego, colocam um recém formado em meu lugar com a maior facilidade, sou considerado ultrapassado, descartável, substituível.

Seres humanos têm prazo de validade?

Se eu morro, meu marido coloca outra em meu lugar, e como dizem os mais atentos, “nem esperou o corpo esfriar”. Foi feita a substituição.

Se ganho uns quilinhos a mais e fico acima do peso, já estou fora do padrão de beleza, já não sirvo mais para ser (visualmente) admirada, sou descartável, substituível.

A partir do momento em que não atendo mais às expectativas do outro, me torno um copo descartável, um guardanapo, um papel higiênico... É como se eu ouvisse aquela frase do filme Coração de Cavaleiro – “Você foi pesado, medido e considerado insuficiente.”

Neste mundo não passo de uma matéria frágil, defeituosa e covardemente obediente, para não ser descartada e substituída. É isso? Seriamos nós, descartáveis? 

- Juliane Lima

4 comentários:

  1. Essa efemeridade dos sentimentos nos assusta mesmo, pois nós que sentimos, não conseguimos entender aqueles que não sentem, e nem temos, pois sentir para mim é o que nos torna Humanos.

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    1. Como já havia dito a você, seu comenário é um complemento e tanto. Agora ele é também parte do meu texto. Obrigada!

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  2. Ju, infelizmente somos treinados e educados na vida adulta a sermos frios, umbilicais e tratarmos as pessoas como números de registro. Tipo assim, um numero de cpf, que quando um é deletado outro é inserido no lugar.
    Infelizmente, estamos no meio de pessoas que não valorizam a família, nem a amizade nem o amor nem nada. Tudo se desfaz com uma facilidade que chega ser apavorante. Sofre com isso porque me sinto um peixinho nadando contra a maré e em tempos fora d'agua.

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    1. Pois é, Diene! Hoje, (ou desde sempre) a vida é a assim. E a maioria que vive dentro desse covardes parâmetros não sofre a mínima culpa por isso. E nós, a minoria que atenta e se preocupa com o sentimento, sofre e talvez até nos sentimos culpando, quando não deveríamos nos achar culpados por coisa alguma. Obrigada pelo comentário! Beijo!

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